radores de Ubatuba contiveram assalto a ponto de venda de drogas: entenda contexto, impacto na comunidade e dilemas da segurança pública local.
Moradores de Ubatuba protagonizaram uma cena inusitada: reagiram para conter uma tentativa de assalto àquilo que é popularmente conhecido como “biqueira” — ponto de venda de drogas. Esse episódio acende um debate complexo sobre segurança, justiça e ausência de denúncias formais.
Contexto do episódio
Na tarde de 25 de agosto de 2025, dois suspeitos, de 19 e 23 anos, chegaram armados a um ponto conhecido por tráfico de drogas no bairro Acaraú. Eles usavam uma arma aparentemente não carregada e anunciaram o assalto. No entanto, os próprios frequentadores do local — apesar da ilegalidade da atividade — perceberam a falta de munição e reagiram. Após luta corporal, conseguiram desarmar os assaltantes e mantê-los à espera da polícia. Nenhuma vítima registrou queixa formal, tampouco foram encontrados itens ilícitos com os suspeitos; eles foram liberados após depoimento.
O dilema legal e social
A ação dos moradores levanta importantes reflexões:
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Ausência de queixa formal: impede o avançar das investigações e a responsabilização legal dos acusados.
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Limites da justiça comunitária: a reação espontânea foi impulsionada pela percepção de vulnerabilidade, mas se baseia em atividades ilegais.
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Foco no tráfico, não no crime organizado: a situação evidencia um debate delicado sobre quem é vítima e quem é autor em contextos marginais.
O cenário da criminalidade em Ubatuba
Ubatuba enfrenta um desafio crescente com o tráfico de drogas:
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Febre de apreensões: em março de 2025, um homem foi preso com 83 kg de maconha no bairro Itaguá.
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Prisões constantes: ocorrências recentes incluem a detenção de irmãos gêmeos com porções de maconha, crack e cocaína em Umuarama, e de um homem em Ipiranguinha com diversos entorpecentes embalados.
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Comunidade ativa: denúncias anônimas têm sido motivo de ações, como a de tráfico que resultou em três prisões no Vale do Sol e o apoio da população em Perequê-Açu, que alertou a PM e colaborou na prisão de um traficante.
Reflexão sobre vigilância comunitária
Embora a polícia atue com eficiência em diversas operações, muitos moradores ainda se sentem inseguros e desamparados. Na zona sul da cidade, a criação de grupos de vigilância comunitária, com alertas via WhatsApp, se intensificou diante de furtos e assaltos crescentes.