Jovem de 23 anos é atacada a facadas pelo companheiro em Ubatuba. Caso é investigado como tentativa de feminicídio e violência doméstica.
Ataque ocorreu durante a madrugada no bairro Ipiranguinha
Uma jovem de 23 anos ficou gravemente ferida após ser atacada pelo próprio companheiro na madrugada desta quarta-feira (14), em Ubatuba, no Litoral Norte de São Paulo. A ocorrência foi registrada por volta da 1h, na Rua Brasilianita, no bairro Ipiranguinha.
De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima sofreu golpes desferidos por objeto perfurocortante e socos, sendo socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e encaminhada à Santa Casa de Misericórdia de Ubatuba, onde permaneceu internada/em observação.
Guarda Municipal foi acionada após ameaças na unidade de saúde
O registro policial informa que a Guarda Civil Municipal (GCM) foi acionada pela equipe da Santa Casa após a chegada da jovem com ferimentos decorrentes de agressões físicas. Ainda segundo o boletim, o suspeito chegou a ir até a unidade de saúde e teria feito ameaças de que iria “terminar o serviço”, o que motivou patrulhamento preventivo nas imediações do hospital.
Até a última atualização, não havia informações oficiais sobre o estado de saúde da vítima, e o suspeito não havia sido preso.
Vítima passou por cirurgia e há indícios de histórico de violência
Conforme consta no boletim, a jovem passou por procedimento cirúrgico no dia 14/01 e encontrava-se incomunicável no momento do registro. O documento também indica que dados do suspeito e do local do fato foram obtidos a partir de ocorrência anterior, registrada pela própria vítima contra o mesmo homem, envolvendo lesão corporal, ameaça e dano.
Diante desses elementos, o caso foi registrado como violência doméstica e tentativa de homicídio, sendo tratado como feminicídio tentado, e segue sob investigação.
Violência doméstica é crime: como pedir ajuda
Casos de violência contra a mulher exigem resposta imediata. Se você ou alguém próximo estiver em situação de risco, procure ajuda:
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190 – Polícia Militar (emergência)
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180 – Central de Atendimento à Mulher (24h, gratuito e sigiloso)
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Em risco iminente, busque um local seguro, acione familiares, vizinhos ou profissionais de saúde.
Denunciar salva vidas. A violência não é um conflito privado, é um crime e deve ser enfrentado com o apoio da rede de proteção.

