A cidade de São Sebastião entrega o 4.º Prêmio “Professora Nina” para valorizar projetos antirracistas nas escolas municipais, fortalecendo a equidade e a diversidade.
Educação como espaço de transformação
Na sexta-feira, 14 de novembro de 2025, a Secretaria de Educação de São Sebastião (Seduc) realizou o **4.º Prêmio Professora Nina de Melhores Práticas Antirracistas em Ambiente Escolar.
A cerimônia aconteceu no Auditório da Seduc, em São Sebastião (SP), reafirmando o compromisso do município com uma educação que valoriza a diversidade, promove a igualdade étnico-racial e combate o racismo na escola.
Objetivo e categorias da premiação
O prêmio tem como objetivo identificar, valorizar e difundir “experiências pedagógicas transformadoras, que contribuam para o fortalecimento de uma educação inclusiva, diversa e comprometida com o combate ao racismo”.
Foram contempladas as seguintes categorias:
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Educação Infantil
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Ensino Fundamental – Anos Iniciais
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Ensino Fundamental – Anos Finais
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Educação de Jovens e Adultos (EJA)
Além de menções honrosas destinadas a práticas que, embora não ganharam os três primeiros lugares, se destacaram pela criatividade e impacto.
Práticas premiadas: do cuidado à ancestralidade
As iniciativas vencedoras refletem uma ampla gama de abordagens antirracistas em sala de aula, com ênfase em identidade, ancestralidade e diversidade cultural.
Na Educação Infantil, por exemplo:
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1º lugar: “África Aqui Dentro” – Prof.ª Sandra Pereira (EMEI Sebastião Leme da Silva – Pingo de Gente)
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2º lugar: “Literatura infantil afro-brasileira e dos povos originários aliada ao cuidado” – Prof.ª Regina Xavier de Jesus (EMEI Prof. Manoel Ferreira Matos – Branca de Neve)
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3º lugar: “A Colmeia da Diversidade: Educação Antirracista Inspirada em Jataí Butan-Baké” – Prof.ª Tatiane Gonçalves Sobrinho (EMEI Bolinha de Sabão)
Nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental:
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1º lugar: “Projeto SANKOFA” – Prof.ª Luiza Ferreira Fernandes (EM Prof. Dr. José Machado Rosa)
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2º lugar: “Corpos que Dançam, Histórias que Resistem” – Prof.ª Janaina Roberta Pereira Costa (EM Prof.ª Iraydes Lobo Vianna do Rego)
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3º lugar: “História Preta das Coisas” – Prof.ª Yara Cristina da Silva Lopes (EM Prof.ª Verena de Oliveira Dória)
Nos Anos Finais do Ensino Fundamental:
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1º lugar: “Projeto Nossas Raízes” – Prof.ª Budga Deroby Nhambiquara (EM Prof.ª Edileusa Brasil Soares de Souza)
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2º lugar: “Açúcar Amargo” – Prof.ª Joice Fernandes Faulhaber (EM Prof.ª Maria Francisca Santana de Moura Tavolaro)
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3º lugar: “SLAM do Sertão” – Prof.ª Maria Teresa Rodrigues (EM Mathew Lucca Carmo Damasceno)
Na EJA:
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1º lugar: “Raízes e Vozes Negras – Aprender, Resgatar e Celebrar na EJA” – Prof.ª Fátima (EM Prof.ª Edileusa Brasil Soares de Souza)
Menção Honrosa:
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“Taynôh – A Voz do Coração” – Prof.ª Emiliana Sanches e Prof.ª Débora Santos (EM Prof.ª Cynthia Cliquet Luciano)
Essas práticas evidenciam que a escola se torna um espaço vivo de transformação social, onde o combate ao racismo e a promoção da igualdade não são apenas eixos teóricos, mas vivências concretas dentro da rotina escolar.
Diretrizes legais e educacionais
O prêmio está alinhado à Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) – a lei 9.394/96 que orienta a política de educação no Brasil –, bem como a legislações vinculadas à promoção da igualdade étnico-racial e à valorização da cultura afro-brasileira e indígena nas escolas públicas. O evento reforça que as escolas de São Sebastião assumem a responsabilidade de atuar ativamente no combate às discriminações.
Porque esse tipo de iniciativa faz a diferença
A promoção de uma educação antirracista é fundamental para desconstruir estigmas, valorizar identidades negras e indígenas e preparar todos os estudantes para uma sociedade diversa, plural e democrática. Ao reconhecer e divulgar essas práticas bem-sucedidas:
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incentiva-se outros educadores a impulsionar ações semelhantes;
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fortalece-se uma cultura escolar de respeito e pertencimento;
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amplia-se o impacto social das escolas para além dos muros da sala de aula.
Portanto, o Prêmio Professora Nina assume função estratégica: fomenta uma rede de apoio entre escolas, estimula inovação pedagógica e reafirma que inclusão não é apenas meta, mas prática cotidiana.
Como a comunidade pode se engajar
Pessoas que fazem parte da comunidade escolar — professores, gestores, alunos, famílias — podem contribuir com a continuidade desse trabalho:
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valorizando os projetos premiados e replicando-os de maneira adaptada;
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participando das atividades escolares que promovem a cultura afro-brasileira e indígena;
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estimulando reflexões sobre raça, identidade e história dentro de casa e na escola;
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reconhecendo que a mudança cultural exige ação, diálogo e constância.
Conclusão
O 4.º Prêmio Professora Nina em São Sebastião representa um marco educativo: celebra práticas que transformam o ambiente escolar em local de equidade, respeito e cidadania. Em tempos em que o enfrentamento das desigualdades raciais é urgente, iniciativas como essa reiteram que a escola precisa estar no centro da mudança — não apenas como local de ensino, mas como espaço de formação de valores.
Para os educadores, é um reconhecimento; para os estudantes, é um convite à participação; para a comunidade, é um compromisso a assumir em conjunto.
Fonte: Depcom | PMSS
Crédito foto: Iuri Cunha | PMSS

