Com cerca de 70 mil pessoas aguardando transplantes, Ilhabela promove caminhada e simpósio para conscientizar sobre doação de órgãos.
Com cerca de 70 mil pessoas à espera de transplantes no Brasil – sendo 38 mil aguardando rim – Ilhabela realizou, no sábado (27), uma ação para incentivar a doação de órgãos. A iniciativa incluiu caminhada, I Simpósio de Conscientização sobre Doação de Órgãos e debates com especialistas, pacientes e familiares.
Segundo os organizadores, um único doador pode salvar até oito vidas, considerando também a doação de tecidos como córneas, pele e ossos. “Mais do que informar, queremos sensibilizar e incentivar que as famílias conversem sobre o tema”, disse a secretária de Saúde local.
Como foi a programação de conscientização
Caminhada e presença local
A mobilização teve início com uma caminhada pela cidade, partindo da Praça Allan Kardec, para engajar a população e chamar atenção para o tema da doação.
Simpósio médico e relatos humanos
No Hospital Municipal Mário Covas Júnior, foram realizadas palestras com médicos especialistas, pacientes transplantados e familiares. Eles esclareceram dúvidas e compartilharam experiências emocionantes sobre o processo de doação.
Dados que reforçam a urgência da causa
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Até 2025, no Brasil já foram feitos 3236 transplantes renais, com projeção de chegar a cerca de 6.500 até o fim do ano.
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Mais de 10 mil pacientes entram por ano na fila por rim, agravando o déficit existente.
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O Brasil possui cerca de 16 doadores por milhão de habitantes, índice que segue abaixo da demanda.
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Em comparação, dados recentes apontam que o país já ultrapassa 80 mil pessoas na fila de transplantes (considerando órgãos e córneas).
Esses números demonstram que a captação de órgãos é o principal gargalo do sistema de transplantes no país.
Importância e desafios da doação de órgãos
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Impacto social e individual: um gesto responsável pode mudar várias vidas
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Conversas familiares: autorizações dependem muito de entendimento dos entes próximos
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Sustentação institucional: fortalecimento de políticas públicas, campanhas e estrutura hospitalar
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Resistência e mitos: abordar receios médicos e culturais é imprescindível
Nos estados mais bem-sucedidos, como o Paraná, taxas maiores de doação por milhão de habitantes e menor rejeição familiar mostram que consciência pública e estrutura são decisivos.
Caminhos para ampliar a doação
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Políticas públicas de comunicação: direcionamento orçamentário a campanhas educativas
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Capacitação de equipes hospitalares: para abordagem humanizada às famílias
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Registro formal de intenção: programas que facilitem o cadastro prévio como doador
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Transparência e prestação de contas: reforçar a confiança social
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Ações locais contínuas: inserir o tema em escolas, igrejas e espaços comunitários
Essas práticas ajudam a transformar sensibilização em ação concreta e sustentável.
A iniciativa de Ilhabela serviu como alerta e mobilização para uma realidade dramática: milhares esperam por um transplante, e cada doador pode multiplicar oportunidades de vida. Com diálogo, informação e estrutura, o país pode avançar na diminuição dessas filas — porque doar é um ato de cidadania e empatia.
Fonte: Prefeitura de Ilhabela/SP

