Projeto comunitário da Vila dos Pescadores da Cocanha, em Caraguatatuba, concorre ao Prêmio Braztoa 2025 por turismo sustentável, cultural e inovador.
A Vila Turística dos Pescadores e Maricultores da Praia da Cocanha, em Caraguatatuba (SP), desponta como exemplo de turismo de base comunitária, ao unir preservação ambiental, cultura caiçara e geração de renda. Neste ano, o projeto foi selecionado como finalista do Prêmio Braztoa de Sustentabilidade 2025, um reconhecimento nacional que valoriza iniciativas responsáveis no setor do turismo.
Contexto do Prêmio Braztoa de Sustentabilidade
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Promovido pela BRAZTOA (Associação Brasileira das Operadoras de Turismo) com apoio do Ministério do Turismo, o prêmio reconhece iniciativas inovadoras, sustentáveis e responsáveis no turismo em todo o Brasil.
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Critérios de avaliação incluem: impacto ambiental, social, cultural, bem como impacto econômico, inovação, replicabilidade, coerência e relevância.
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A edição de 2025 trouxe novidades: destaque especial para projetos na Região Amazônica e uma nova categoria voltada a comunidades locais.
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A cerimônia de premiação será em 8 de dezembro de 2025, em Belém (PA).
Quem são os protagonistas: comunidade, MAPEC e cultura caiçara
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A Associação dos Pescadores e Maricultores da Praia da Cocanha (MAPEC) é a entidade responsável pela vila turística.
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A comunidade caiçara da Cocanha reúne famílias de pescadores artesanais e maricultores. Atualmente, cerca de 20 pescadores e 18 maricultores mantêm as práticas tradicionais, cuidando da vila, dos ranchos, da maricultura e da pesca artesanal.
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A vila tem um histórico desde meados do século XX, com ranchos rústicos para abrigo de canoas, crescendo aos poucos em estrutura e visibilidade. Reformas nos anos 2000 melhoraram os ranchos, inclusive o madeiramento e os telhados, tornando o espaço mais durável e integrado ao turismo comunitário.
O que torna o projeto da Cocanha especial
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Fazenda Marinha de Mexilhão: visitas guiadas que permitem ver como é a maricultura artesanal; rende atividade educativa e turística.
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Gastronomia tradicional: pratos caiçaras feitos com mexilhão fresco — destaque para o “lambe-lambe” — reforçam a identidade local.
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Festival do Mexilhão: evento anual que promove cultura, turismo e celebração da produção local.
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Turismo responsável: o uso de recursos naturais de forma sustentável, educação ambiental e valorização dos saberes tradicionais.
Principais marcos históricos
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Meados do século XX: surgimento dos ranchos pelas famílias caiçaras para pesca artesanal.
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Início dos anos 2000: fundação da MAPEC e reformas nos ranchos, melhoria estrutural.
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Últimos anos: reconhecimento estadual, nacional e internacional — semifinalista, finalista em prêmios; participação em editais; inclusão no concurso da ONU Turismo “Melhores Vilas Turísticas”.
A Vila Turística da Cocanha representa uma convergência virtuosa entre cultura, natureza e desenvolvimento local. Ela mostra como comunidades tradicionais podem atuar como agentes ativos na proteção ambiental, geração de renda e valorização de identidade, além de buscar reconhecimento nacional e internacional. Se vencer o Braztoa 2025, será também um incentivo para que mais projetos semelhantes ganhem força no Brasil.
Fonte: Prefeitura de Caraguatatuba/SP

