Cinco atletas de Ubatuba competem no 12º Campeonato Brasileiro de Apneia Indoor, em Belém. A prova testa resistência, técnica e concentração em piscina. Saiba quem são os representantes da cidade e como funciona o mergulho livre esportivo.
Ubatuba, mais uma vez, mostra que seu vínculo com o mar vai além das paisagens paradisíacas. Cinco atletas da cidade vão levar o nome do Litoral Norte paulista para o topo da respiração controlada na 12ª edição do Campeonato Brasileiro de Apneia Indoor, que acontece nos dias 18 e 19 de julho, em Belém do Pará.
A competição, promovida pela AIDA Brasil (Associação Internacional para o Desenvolvimento da Apneia), reunirá os melhores atletas do país em disputas de resistência e controle respiratório em ambiente confinado, ou seja, em piscina. As modalidades são três:
- Apneia Estática (STA) – o atleta flutua imóvel, prendendo a respiração pelo maior tempo possível;
- Apneia Dinâmica sem Nadadeiras (DNF) – percorre a maior distância submersa nadando sem ajuda;
- Apneia Dinâmica com Bialetas (DYNB) – semelhante à anterior, mas com o uso de nadadeiras duplas.
Entre os destaques da edição deste ano está a tentativa de quebra do recorde brasileiro de apneia dinâmica sem nadadeiras, atualmente em 177 metros – uma marca que exige técnica cirúrgica e preparo físico de ponta.
Ubatuba será representada pelos atletas:
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Carlos Tiozzo (também técnico da equipe)
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Amanda Morais
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Lucas Facciola
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Atma Miranda
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Kellé Barreto
Para participar, é obrigatório ser filiado à AIDA Brasil em 2025, o que reforça o nível profissional do evento.
“O treino de apneia é uma jornada de superação. Trabalhamos corpo e mente em conjunto. Ter atletas de Ubatuba no principal campeonato do país mostra o quanto estamos avançando como polo do mergulho livre no Brasil”, comenta Carlos Tiozzo, referência nacional no esporte e técnico da equipe ubatubense.
Respiração como arte
A apneia vai além do esporte: é uma vivência profunda de autoconhecimento. Requer controle emocional, foco e respeito absoluto aos limites do corpo.
Além de promover benefícios como aumento da capacidade pulmonar, controle da ansiedade e maior resistência física, a modalidade cria uma ligação íntima com o universo subaquático — algo que reflete a alma de Ubatuba.
Mas é preciso cautela: a prática exige acompanhamento e nunca deve ser feita sozinho. O risco de blackout (desmaio por falta de oxigênio) é real e só pode ser prevenido com treinamentos guiados e muita responsabilidade.
Fonte: Prefeitura de Ubatuba/SP