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Ilhabela realiza 1ª Conferência Municipal dos Direitos LGBTQIAPN+: mais inclusão, mais respeito, mais voz

Publicada em: 20/05/2025 12:50

Ilhabela deu um passo firme rumo a uma sociedade mais justa, colorida e igualitária! No último sábado (17), o Auditório do Paço Municipal foi palco da 1ª Conferência Municipal dos Direitos das Pessoas LGBTQIAPN+, reunindo ativistas, especialistas, autoridades e representantes da comunidade para dialogar, refletir e construir caminhos concretos para a garantia dos direitos e da cidadania LGBTQIAPN+.

Com o tema “Construindo a Política Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIAPN+”, o encontro foi promovido pela Prefeitura de Ilhabela, em parceria com o Fórum Social LGBTQIA+ da cidade. O objetivo? Discutir propostas de políticas públicas inclusivas, fortalecer a luta contra a discriminação e ampliar o acesso da comunidade aos seus direitos — sem deixar ninguém para trás.


Um encontro de vozes e experiências

Estiveram presentes nomes importantes que atuam diariamente em defesa dos direitos humanos e da diversidade, como a Secretária Adjunta de Desenvolvimento Social e Inclusão, Cidinha Piedade, os vereadores Manuh, Nalva Rodrigues e Dra. Núbia de Jesus (representando a OAB), além de representantes da sociedade civil como Naiara Novazzi (Fórum LGBTQIA+), o Dr. Leonardo Souza Santos (presidente da Comissão de Direitos Humanos e Diversidade da OAB de Ilhabela) e o professor Catolé (Diretor Pedagógico).

Durante o evento, ficou claro: a construção de uma Ilhabela mais inclusiva depende da escuta ativa de quem vive na pele os desafios diários da exclusão.


Quatro eixos, muitas ideias

A conferência foi inspirada na 4ª Conferência Nacional dos Direitos LGBTQIA+ e dividida em quatro eixos temáticos, cada um abordando uma parte essencial da realidade da população LGBTQIAPN+:

  1. Enfrentamento à violência LGBTQIA+ – discutiu-se como políticas públicas podem garantir segurança e respeito, especialmente para quem enfrenta agressões físicas, verbais ou institucionais.

  2. Trabalho digno e geração de renda – porque ter acesso ao mercado de trabalho com equidade é essencial para uma vida digna.

  3. Interseccionalidade e internacionalização – para lembrar que ser LGBTQIAPN+ não é uma experiência única. Cor, classe, religião, deficiência, território… tudo isso importa na construção das políticas.

  4. Institucionalização da Política Nacional – visando transformar discussões em ações concretas, com leis, programas e orçamentos que garantam os direitos de todos, todas e todes.


Construindo pontes com respeito e representatividade

Para a Secretária Cidinha Piedade, a realização da conferência foi um marco inédito e essencial:

“Pela primeira vez temos um espaço para debater e discutir as políticas públicas e as necessidades da comunidade e, além de discutir as propostas, efetivar esses direitos garantindo a inclusão.”

O pedagogo e palestrante Arú de Oliveira também deu um recado poderoso:

“Não existe um único tipo de pessoa. A nossa luta é para que as políticas públicas atendam necessidades diversificadas, únicas e singulares. Por isso temos a bandeira colorida e por isso temos a sigla.”

Todas as propostas discutidas durante a conferência foram reunidas num relatório que será enviado à Comissão Organizadora Nacional, contribuindo diretamente para a construção do Plano Nacional de Promoção dos Direitos Humanos e da Cidadania das Pessoas LGBTQIAPN+.

Esse movimento não para por aqui — é só o começo de uma Ilhabela mais plural, mais consciente e mais comprometida com os direitos de todos os seus cidadãos.

A conferência foi coordenada pela Secretaria de Desenvolvimento e Inclusão Social, com apoio das Secretarias Municipais de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Saúde, Educação, Cultura e Assuntos Jurídicos, além da OAB Ilhabela, por meio da sua Comissão de Direitos Humanos, Igualdade Social, Diversidade Sexual e de Gênero.

Com diálogo, acolhimento e vontade política, Ilhabela mostrou que está pronta para construir um futuro mais inclusivo e respeitoso para a população LGBTQIAPN+. A luta por direitos é coletiva, e iniciativas como essa reforçam que ninguém deve ser invisível. Todos têm direito à voz, ao espaço e ao amor.

Fonte: Prefeitura de Ilhabela/SP


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