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Secretaria de Saúde alerta sobre febre do Oropouche em Ubatuba

Publicada em: 14/05/2025 14:34

A Secretaria Municipal de Saúde de Ubatuba confirmou o primeiro caso autóctone de febre do Oropouche na cidade. A doença, antes restrita à região Norte do país, está se expandindo para outros estados, como São Paulo.

O paciente é morador da região norte de Ubatuba, área próxima a mata e com grande presença do mosquito Culicoides paraensis, conhecido como maruim, pólvora ou mosquito-pólvora – principal transmissor do vírus Oropouche.

Os sintomas da doença são semelhantes aos de outras arboviroses, como dengue e chikungunya: febre, dor de cabeça, tontura, dores musculares, náuseas, vômitos, diarreia e fotofobia. Apesar de geralmente leves, os sintomas podem reaparecer após alguns dias.

Segundo a coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Alyne Ambrogi, é fundamental buscar atendimento médico até o quinto dia de sintomas para que exames laboratoriais confirmem o diagnóstico. “Os sintomas podem ser confundidos com outras doenças virais. Por isso, é essencial procurar a Unidade de Saúde mais próxima”, destacou.

Atenção especial deve ser dada a gestantes, que devem ser testadas para dengue, chikungunya, Zika e também para Oropouche, caso apresentem sintomas compatíveis.

Com a confirmação do caso, a Secretaria intensificou a vigilância ativa nas áreas próximas à mata e em pessoas com deslocamento recente para regiões rurais ou cidades vizinhas, como Paraty. Equipes de saúde realizam busca ativa e reforçam a importância da notificação e coleta de exames dentro do prazo adequado.

🛡️ Como se prevenir:

  • Use roupas longas e claras, preferencialmente de algodão;

  • Aplique óleo mineral sobre a pele, conforme orientação médica;

  • Utilize mosquiteiros de malha fina, especialmente à noite ou próximo a áreas de mata;

  • Evite exposição ao ar livre no início da manhã e no fim da tarde;

  • Mantenha quintais limpos, livres de folhas, frutos e matéria orgânica acumulada.

Ainda não há controle com nebulização eficaz contra o maruim, por ser um vetor silvestre. O uso de repelentes está em estudo, mas pode ser uma medida complementar nas regiões de risco.

A Secretaria de Saúde orienta que qualquer pessoa com sintomas de arboviroses busque atendimento médico imediato, para avaliação e coleta de exames.

Fonte: Prefeitura de Ubatuba/SP

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